Ser bombeiro é um dom divino ! Frase que levo como alicerce para minha vida de bombeiro. O curso de formação era a chave de entrada a uma nova etapa, lá revi, aprimorei e aprendi técnicas de trabalho.
6.12.15
21.9.12
Passos largos para o sucesso
Em meados de 2008, as coisas ainda estavam conturbadas, mas
não era por isso que iria desistir ali, pelo contrario, o que não aprendia nas
instruções, buscava em sites, livros, conversas com conhecidos da área, e não
parei, fui sempre buscando conhecer, aprender, e passar tudo o que conseguia
absorver. Como eu sai atrás de informações até avançadas de mais para minha
idade, nos treinamento muitas vezes eu já sabia o que era e como realizar os procedimentos, onde fui
mais uma vez ganhando a confiança dos líderes até que em um final de
treinamento, sábado 12h, o líder responsável do dia me convidou a auxiliar nas
instruções de um modo geral.
A partir deste momento abriu uma porta para crescer mais e
lógico não deixei escapar. Porém, tinha pouca idade, pertencia ao grupamento 3,
onde os mirins e aspirantes mais velhos algumas vezes tinham de seguir minhas
orientações. O que claro causou certo desconforto aos mais velhos e por outro
lado eu também saia prejudicado, pois como estava sempre auxiliando em chamadas,
listas, atividades, não participava do meu grupamento, onde fui me distanciando
desses colegas e perdendo instruções.
Hoje entendo que era prejudicial para eu mesmo, mas confesso que naquele
tempo era bom quando faltava algum líder e eu instruía os mirins em técnicas de
lances de mangueira, linhas de ataque a incêndio, dentre outras atividades onde
eu também treinava.
Em 2009 as coisas
mudaram em geral, mudou toda a coordenação, assume novo comando e tudo se
mostra seguir em frente, além de um coordenador geral o projeto conta nesse
momento com uma orientadora pedagógica, que garante a divisão de atividades por
idade, então retornei a minha equipe, tinha instruções pela manhã e a tarde
auxiliava na instrução dos mais velhos. 2009 em especial foi um ano em que
aprendi muito, participava em instruções das equipes operacionais, buscava em
sites, apostilas e outros bombeiros conhecimento a mais do que as instruções
semanais ofereciam. Qualquer equipamento
de qualquer viatura eu sabia onde estava e para que servia. Meus conhecimentos
se ampliaram de apenas conhecer a teoria de combate a incêndio, sabia os
procedimentos de primeiros socorros, resgate terrestre, bússola, nós, manobras
de resgate veicular, enfim um pouquinho de cada atividade exercida eu conhecia.
Com esse conhecimento eu era convidado por instrutores a auxiliar em palestras
em escolas e empresas, onde ali também aprendi algo, perdi o nervosismo e a
vergonha e aprendi a explicar e ensinar um público.
Desde
essa época comecei a passar a semana toda dentro das unidades do bombeiro.
Estudava pela manhã, passava em casa almoçar e atarde ia para o bombeiro, e lá
fazia meio que de tudo, organizava pastas, arrumava os computadores,
apresentava a corporação para visitantes, auxiliava no zelo do pátio, revisava
os equipamentos, dava um reforço a algum mirim que por ventura aparecesse com
uma dúvida, ficava na guarita entre
outras atividades. No mesmo ano
participei do I Encontro de Bombeiros Mirins e Aspirantes do Estado de
Santa Catarina,(E.B.V.M.A.S.C.) realizado em São Francisco do Sul-SC . Estava
eu lá junto de mirins e aspirantes do
estado todo. Pelo mês de outubro participei do Acampamento do Aspirante onde
estive auxiliando as atividades desenvolvidas e aproveitando para aprender mais
e já me preparar para quando for minha vez de passar pela atividade, o que
aconteceu logo no ano seguinte. A partir deste ano comecei a dar entrevista em jornais
locais então as pessoas começaram a me reconhecer na rua – Olha ali o bombeiro
que foi lá na empresa, o bombeiro que estava no jornal ! Dois mil e onze, enfim
no ultimo agrupamento do projeto agora denominado Mirim 5, foi um ano tumultuado
tanto na área bombeiril pois auxiliava um grupamento pela manhã de sábado e a
tarde eu recebia instruções agora normalmente.
Nesse ano otimizei a parte de trabalhos verticais ,com uso de EPI’s
apropriados subi em escadas magirus, plataformas elevatórias, pratica de rapel
na torre da corporação e o uso da plataforma elevatória que recém fora comprada
pela corporação, com alcance de 54 metros, e confesso que no inicio da subida o
frio na barriga foi inevitável, porém
depois dos 20mts fiquei mais calmo, a tecnologia e precisão do
equipamento proporcionaram um conforto que até olhava para baixo e acenava.
Pois bem, nesse ano concluí a formação de bombeiro mirim,
mas mesmo com toda essa história tinha de passar pelo C.F.B.V.O. ( Curso de
Formação de Bombeiros Voluntários Operacionais). História que contarei n
próximo POST.
10.4.11
13.3.11
Primeiros Contatos
...E o segundo passo foi dado
Bom, o já tinha conseguido entrar, agora era só aproveitar a chance. no dia 07 de Março de 2005,segunda-feira, estava devidamente matriculado e começava o primeiro dia de treinamento.Falando em primeiro dia, a tensão era enorme, afinal quem nunca passou por um primeiro dia na escola, no trabalho, etc.Não conhecia ninguém, o que tornava pior a situação. Como primeira lição, aprendi o conceito de ordem unida( as posições sincronizadas do rigoroso militarismo). A partir do segundo dia de treinamento a timidez que era gigante, diminuía e os círculos de amizade começavam a se formar.Durante o primeiro ano aprendi a definição de fogo, de extinção do fogo, companheirismo, liderança, enfim, aprendi o que é ser BOMBEIRO.
Foi também no primeiro ano que participei de um programa de TV, onde o apresentador, um bombeiro com um coração imenso, anos depois veio a conduzir o PROJETO BOMBEIRO MIRIM; O programa era de perguntas e respostas, fiz participação de plateia, mas era na TV que eu estava.
No primeiro ano o Líder( responsável e instrutor do agrupamento) Budal já descobriu toda a minha competência e senso de liderança que possuo dentro de mim e já exercitava isso durante os treinamentos.
Não foi por menos que recebi minha primeira medalha já no primeiro ano, a medalha que ganhei era de MIRIM SEM FALTAS, mas para uma criança de 10 anos, aquilo não era uma mera medalha por não possuir nenhuma falta nos treinamentos, era um verdadeiro prêmio Óscar.
No segundo e terceiro ano, 2006,2007 a corporação passou por diversas turbulência, financeiras, físicas, falta de mão voluntária e a briga contra a instalação de um quartel de bombeiros militares na cidade. No mirim, as coisas não estavam diferentes, os treinamentos eram sempre os mesmos, não havia mais um planejamento,até os líderes dos agrupamentos faltavam, ou vinham desmotivados a dar treinamentos, deixando seus agrupamentos a ver navios. Então os mirins iam para casa sem ter treinamento.( Entendo que os lideres tinham a intenção de instruir, mas as turbulências vividas pela corporação refletiam ali também).Nós mirins queríamos ser treinados, sugados(usando uma linguagem militar).Sem motivação, lembro que muitos desistiram ao longo desses dois anos, eu mesmo pensei em desistir diversas vezes, mas meu coração, meu sonho falava mais alto. Então apenas alguns sobraram, apenas os que mais fortes. De aproximadamente 500 mirins que existiam, sobraram apenas 200; isso somando todos os 8 agrupamentos de mirins,mirim 1,2,3 e 4 matutino e vespertino,mais os 4 agrupamentos aspirantes, 1,2,3 e 4.
Bom, o já tinha conseguido entrar, agora era só aproveitar a chance. no dia 07 de Março de 2005,segunda-feira, estava devidamente matriculado e começava o primeiro dia de treinamento.Falando em primeiro dia, a tensão era enorme, afinal quem nunca passou por um primeiro dia na escola, no trabalho, etc.Não conhecia ninguém, o que tornava pior a situação. Como primeira lição, aprendi o conceito de ordem unida( as posições sincronizadas do rigoroso militarismo). A partir do segundo dia de treinamento a timidez que era gigante, diminuía e os círculos de amizade começavam a se formar.Durante o primeiro ano aprendi a definição de fogo, de extinção do fogo, companheirismo, liderança, enfim, aprendi o que é ser BOMBEIRO.
Foi também no primeiro ano que participei de um programa de TV, onde o apresentador, um bombeiro com um coração imenso, anos depois veio a conduzir o PROJETO BOMBEIRO MIRIM; O programa era de perguntas e respostas, fiz participação de plateia, mas era na TV que eu estava.
No primeiro ano o Líder( responsável e instrutor do agrupamento) Budal já descobriu toda a minha competência e senso de liderança que possuo dentro de mim e já exercitava isso durante os treinamentos.
Não foi por menos que recebi minha primeira medalha já no primeiro ano, a medalha que ganhei era de MIRIM SEM FALTAS, mas para uma criança de 10 anos, aquilo não era uma mera medalha por não possuir nenhuma falta nos treinamentos, era um verdadeiro prêmio Óscar.
No segundo e terceiro ano, 2006,2007 a corporação passou por diversas turbulência, financeiras, físicas, falta de mão voluntária e a briga contra a instalação de um quartel de bombeiros militares na cidade. No mirim, as coisas não estavam diferentes, os treinamentos eram sempre os mesmos, não havia mais um planejamento,até os líderes dos agrupamentos faltavam, ou vinham desmotivados a dar treinamentos, deixando seus agrupamentos a ver navios. Então os mirins iam para casa sem ter treinamento.( Entendo que os lideres tinham a intenção de instruir, mas as turbulências vividas pela corporação refletiam ali também).Nós mirins queríamos ser treinados, sugados(usando uma linguagem militar).Sem motivação, lembro que muitos desistiram ao longo desses dois anos, eu mesmo pensei em desistir diversas vezes, mas meu coração, meu sonho falava mais alto. Então apenas alguns sobraram, apenas os que mais fortes. De aproximadamente 500 mirins que existiam, sobraram apenas 200; isso somando todos os 8 agrupamentos de mirins,mirim 1,2,3 e 4 matutino e vespertino,mais os 4 agrupamentos aspirantes, 1,2,3 e 4.
9.3.11
O Inicio
Olá, sou Alex, sou natural de Joinville, SC e sou bombeiro voluntário desde 2005. Tenho orgulho de fazer parte de uma instituição de proteção a vida como é o Bombeiro.
Desde criança descobri o ''DOM'' de ser Bombeiro, e desde então corri atrás disso.
Aqui no blog relatarei o dia dia vivido por um bombeiro, desde o inicio da formação no Bombeiro Mirim, os eventos realizados, ações sociais, emoções, sentimentos, vidas e bens salvos em diversas ocorrências.
Vamos lá, como bem disse sempre tive a certeza do que queria, em 2004, com 10 anos de idade finalmente tive a oportunidade de inscrever-se no bombeiro mirim. (Um passo dado para entrar no meio do sonho que se tornava realidade). Mas não foi tão fácil assim; No inicio do ano de 2005, fui chamado para uma reunião com o coordenador do projeto,então soube que tinha um numero maior de candidatos que as vagas disponíveis. Não teve geito, tive que fazer uma prova escrita para ter a chance de entrar, tive um mês para me preparar,(procurei coletar o máximo de informações sobre bombeiro, detalhe na época INTERNET era para pessoas de um bom capital financeiro, que não era meu caso). No dia da 'prova' o nervosismo tomou conta de mim, cheguei na Liga da Sociedade Joinvillense, o local onde foi aplicado a prova.
Com o nervosismo de ter o segundo passo para o sonho ali, no alcance das mão, as questões da prova,contas de adição, subtracção, se tornam verdadeiras expressões algébricas. Na ultima questão pedia uma redação de 12 linhas sobre o que eu pensava ser um bombeiro mirim. Ali desabafei todo meu sentimento, expressei em palavras a realização de um grande sonho.
Demorei, mas terminei, faltava então apenas o resultado. Corrigiram as provas na mesma hora, e já foram chamando os nomes que foram aceito.No meio de tantos nome, depois do vigésimo comecei a pensar que eu não tinha conseguido[..]Finalmente fui chamado, meu coração pulsava com tanta força que parecia que ia explodir! Naquele momento não pude segurar a emoção, as lágrimas escorriam descontrolavelmente, fui orientado a trazer os documento para efetuar a matricula e enfim começar as atividades.
E o segundo passo foi dado...
Desde criança descobri o ''DOM'' de ser Bombeiro, e desde então corri atrás disso.
Aqui no blog relatarei o dia dia vivido por um bombeiro, desde o inicio da formação no Bombeiro Mirim, os eventos realizados, ações sociais, emoções, sentimentos, vidas e bens salvos em diversas ocorrências.
Vamos lá, como bem disse sempre tive a certeza do que queria, em 2004, com 10 anos de idade finalmente tive a oportunidade de inscrever-se no bombeiro mirim. (Um passo dado para entrar no meio do sonho que se tornava realidade). Mas não foi tão fácil assim; No inicio do ano de 2005, fui chamado para uma reunião com o coordenador do projeto,então soube que tinha um numero maior de candidatos que as vagas disponíveis. Não teve geito, tive que fazer uma prova escrita para ter a chance de entrar, tive um mês para me preparar,(procurei coletar o máximo de informações sobre bombeiro, detalhe na época INTERNET era para pessoas de um bom capital financeiro, que não era meu caso). No dia da 'prova' o nervosismo tomou conta de mim, cheguei na Liga da Sociedade Joinvillense, o local onde foi aplicado a prova.
Com o nervosismo de ter o segundo passo para o sonho ali, no alcance das mão, as questões da prova,contas de adição, subtracção, se tornam verdadeiras expressões algébricas. Na ultima questão pedia uma redação de 12 linhas sobre o que eu pensava ser um bombeiro mirim. Ali desabafei todo meu sentimento, expressei em palavras a realização de um grande sonho.
Demorei, mas terminei, faltava então apenas o resultado. Corrigiram as provas na mesma hora, e já foram chamando os nomes que foram aceito.No meio de tantos nome, depois do vigésimo comecei a pensar que eu não tinha conseguido[..]Finalmente fui chamado, meu coração pulsava com tanta força que parecia que ia explodir! Naquele momento não pude segurar a emoção, as lágrimas escorriam descontrolavelmente, fui orientado a trazer os documento para efetuar a matricula e enfim começar as atividades.
E o segundo passo foi dado...
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