21.9.12

Passos largos para o sucesso


       Em meados de 2008, as coisas ainda estavam conturbadas, mas não era por isso que iria desistir ali, pelo contrario, o que não aprendia nas instruções, buscava em sites, livros, conversas com conhecidos da área, e não parei, fui sempre buscando conhecer, aprender, e passar tudo o que conseguia absorver. Como eu sai atrás de informações até avançadas de mais para minha idade, nos treinamento muitas vezes eu já sabia o que  era e como realizar os procedimentos, onde fui mais uma vez ganhando a confiança dos líderes até que em um final de treinamento, sábado 12h, o líder responsável do dia me convidou a auxiliar nas instruções  de um modo geral.
       A partir deste momento abriu uma porta para crescer mais e lógico não deixei escapar. Porém, tinha pouca idade, pertencia ao grupamento 3, onde os mirins e aspirantes mais velhos algumas vezes tinham de seguir minhas orientações. O que claro causou certo desconforto aos mais velhos e por outro lado eu também saia prejudicado, pois como estava sempre auxiliando em chamadas, listas, atividades, não participava do meu grupamento, onde fui me distanciando desses colegas e perdendo instruções.  Hoje entendo que era prejudicial para eu mesmo, mas confesso que naquele tempo era bom quando faltava algum líder e eu instruía os mirins em técnicas de lances de mangueira, linhas de ataque a incêndio, dentre outras atividades onde eu também treinava.
      Em 2009 as coisas mudaram em geral, mudou toda a coordenação, assume novo comando e tudo se mostra seguir em frente, além de um coordenador geral o projeto conta nesse momento com uma orientadora pedagógica, que garante a divisão de atividades por idade, então retornei a minha equipe, tinha instruções pela manhã e a tarde auxiliava na instrução dos mais velhos. 2009 em especial foi um ano em que aprendi muito, participava em instruções das equipes operacionais, buscava em sites, apostilas e outros bombeiros conhecimento a mais do que as instruções semanais ofereciam.  Qualquer equipamento de qualquer viatura eu sabia onde estava e para que servia. Meus conhecimentos se ampliaram de apenas conhecer a teoria de combate a incêndio, sabia os procedimentos de primeiros socorros, resgate terrestre, bússola, nós, manobras de resgate veicular, enfim um pouquinho de cada atividade exercida eu conhecia. Com esse conhecimento eu era convidado por instrutores a auxiliar em palestras em escolas e empresas, onde ali também aprendi algo, perdi o nervosismo e a vergonha e aprendi a explicar e ensinar um público.
      Desde essa época comecei a passar a semana toda dentro das unidades do bombeiro. Estudava pela manhã, passava em casa almoçar e atarde ia para o bombeiro, e lá fazia meio que de tudo, organizava pastas, arrumava os computadores, apresentava a corporação para visitantes, auxiliava no zelo do pátio, revisava os equipamentos, dava um reforço a algum mirim que por ventura aparecesse com uma dúvida,  ficava na guarita entre outras atividades. No mesmo ano  participei do I Encontro de Bombeiros Mirins e Aspirantes do Estado de Santa Catarina,(E.B.V.M.A.S.C.) realizado em São Francisco do Sul-SC . Estava eu  lá junto de mirins e aspirantes do estado todo. Pelo mês de outubro participei do Acampamento do Aspirante onde estive auxiliando as atividades desenvolvidas e aproveitando para aprender mais e já me preparar para quando for minha vez de passar pela atividade, o que aconteceu logo no ano seguinte.  A partir  deste ano comecei a dar entrevista em jornais locais então as pessoas começaram a me reconhecer na rua – Olha ali o bombeiro que foi lá na empresa, o bombeiro que estava no jornal ! Dois mil e onze, enfim no ultimo agrupamento do projeto agora denominado Mirim 5, foi um ano tumultuado tanto na área bombeiril pois auxiliava um grupamento pela manhã de sábado e a tarde eu recebia instruções agora normalmente.  Nesse ano otimizei a parte de trabalhos verticais ,com uso de EPI’s apropriados subi em escadas magirus, plataformas elevatórias, pratica de rapel na torre da corporação e o uso da plataforma elevatória que recém fora comprada pela corporação, com alcance de 54 metros, e confesso que no inicio da subida o frio na barriga foi inevitável, porém  depois dos 20mts fiquei mais calmo, a tecnologia e precisão do equipamento proporcionaram um conforto que até olhava para baixo e acenava.
Pois bem, nesse ano concluí a formação de bombeiro mirim, mas mesmo com toda essa história tinha de passar pelo C.F.B.V.O. ( Curso de Formação de Bombeiros Voluntários Operacionais). História que contarei n próximo POST.

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