Em meados de 2008, as coisas ainda estavam conturbadas, mas
não era por isso que iria desistir ali, pelo contrario, o que não aprendia nas
instruções, buscava em sites, livros, conversas com conhecidos da área, e não
parei, fui sempre buscando conhecer, aprender, e passar tudo o que conseguia
absorver. Como eu sai atrás de informações até avançadas de mais para minha
idade, nos treinamento muitas vezes eu já sabia o que era e como realizar os procedimentos, onde fui
mais uma vez ganhando a confiança dos líderes até que em um final de
treinamento, sábado 12h, o líder responsável do dia me convidou a auxiliar nas
instruções de um modo geral.
A partir deste momento abriu uma porta para crescer mais e
lógico não deixei escapar. Porém, tinha pouca idade, pertencia ao grupamento 3,
onde os mirins e aspirantes mais velhos algumas vezes tinham de seguir minhas
orientações. O que claro causou certo desconforto aos mais velhos e por outro
lado eu também saia prejudicado, pois como estava sempre auxiliando em chamadas,
listas, atividades, não participava do meu grupamento, onde fui me distanciando
desses colegas e perdendo instruções.
Hoje entendo que era prejudicial para eu mesmo, mas confesso que naquele
tempo era bom quando faltava algum líder e eu instruía os mirins em técnicas de
lances de mangueira, linhas de ataque a incêndio, dentre outras atividades onde
eu também treinava.
Em 2009 as coisas
mudaram em geral, mudou toda a coordenação, assume novo comando e tudo se
mostra seguir em frente, além de um coordenador geral o projeto conta nesse
momento com uma orientadora pedagógica, que garante a divisão de atividades por
idade, então retornei a minha equipe, tinha instruções pela manhã e a tarde
auxiliava na instrução dos mais velhos. 2009 em especial foi um ano em que
aprendi muito, participava em instruções das equipes operacionais, buscava em
sites, apostilas e outros bombeiros conhecimento a mais do que as instruções
semanais ofereciam. Qualquer equipamento
de qualquer viatura eu sabia onde estava e para que servia. Meus conhecimentos
se ampliaram de apenas conhecer a teoria de combate a incêndio, sabia os
procedimentos de primeiros socorros, resgate terrestre, bússola, nós, manobras
de resgate veicular, enfim um pouquinho de cada atividade exercida eu conhecia.
Com esse conhecimento eu era convidado por instrutores a auxiliar em palestras
em escolas e empresas, onde ali também aprendi algo, perdi o nervosismo e a
vergonha e aprendi a explicar e ensinar um público.
Desde
essa época comecei a passar a semana toda dentro das unidades do bombeiro.
Estudava pela manhã, passava em casa almoçar e atarde ia para o bombeiro, e lá
fazia meio que de tudo, organizava pastas, arrumava os computadores,
apresentava a corporação para visitantes, auxiliava no zelo do pátio, revisava
os equipamentos, dava um reforço a algum mirim que por ventura aparecesse com
uma dúvida, ficava na guarita entre
outras atividades. No mesmo ano
participei do I Encontro de Bombeiros Mirins e Aspirantes do Estado de
Santa Catarina,(E.B.V.M.A.S.C.) realizado em São Francisco do Sul-SC . Estava
eu lá junto de mirins e aspirantes do
estado todo. Pelo mês de outubro participei do Acampamento do Aspirante onde
estive auxiliando as atividades desenvolvidas e aproveitando para aprender mais
e já me preparar para quando for minha vez de passar pela atividade, o que
aconteceu logo no ano seguinte. A partir deste ano comecei a dar entrevista em jornais
locais então as pessoas começaram a me reconhecer na rua – Olha ali o bombeiro
que foi lá na empresa, o bombeiro que estava no jornal ! Dois mil e onze, enfim
no ultimo agrupamento do projeto agora denominado Mirim 5, foi um ano tumultuado
tanto na área bombeiril pois auxiliava um grupamento pela manhã de sábado e a
tarde eu recebia instruções agora normalmente.
Nesse ano otimizei a parte de trabalhos verticais ,com uso de EPI’s
apropriados subi em escadas magirus, plataformas elevatórias, pratica de rapel
na torre da corporação e o uso da plataforma elevatória que recém fora comprada
pela corporação, com alcance de 54 metros, e confesso que no inicio da subida o
frio na barriga foi inevitável, porém
depois dos 20mts fiquei mais calmo, a tecnologia e precisão do
equipamento proporcionaram um conforto que até olhava para baixo e acenava.
Pois bem, nesse ano concluí a formação de bombeiro mirim,
mas mesmo com toda essa história tinha de passar pelo C.F.B.V.O. ( Curso de
Formação de Bombeiros Voluntários Operacionais). História que contarei n
próximo POST.
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